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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Situação da Casa de Saúde Santa Maria ainda indefinida

Uma nova audiência será realizada no Ministério Público 

O Município de Aracaju ainda não ultimou as tratativas com a Secretaria de Finanças, quanto a situação da Clínica de Saúde Santa Maria. A informação foi passada à promotora Euza Missano durante audiência na Promotoria de Saúde do Ministério Público Estadual (MPE) na segunda-feira, 25. Uma nova audiência foi marcada para o próximo dia 5 de outubro.

Representantes da Casa de Saúde Santa Maria receberam minuta do contrato emergencial para disponibilização de leitos psquiátricos apresentado pelo Município de Aracaju. E esclareceram a dificuldade em fechar o contrato, caso não haja pagamento pelo município no valor de R$ 450 mil referente a 2011, proposto pelo encontro de contas diante do débito da unidade com o município.

Já a Secretaria Municipal de Saúde informou não ter sido finalizado contrato com a Clínica São Marcelo, já que se trata de outro prestador em fase de renovação contratual para disponibilidade de leitos psiquiátricos, não tendo sido apresentada proposta escrita, mas que foram realizadas reuniões para tratativas e encaminhados ofícios. O município informou ainda ter efetuado o pagamento dos valores correspondentes ao débito de 2012.

Portal Infonet

Transferência do Pré-Caju para orla começa a ganhar adeptos

Por Fernanda Araujo

A ideia de transferir a festa do Pré-Caju do bairro Treze de Julho, onde acontece no local há quase 20 anos, para a praia começa ganhar adeptos. É campanha ‘Pré Caju pra praia’, acatada por gente como Amanda Santos, moradora da Treze, que se diz cansada do barulho e da sujeira na região por conta do arrastão das multidões e dos trios elétricos.

Segundo Daniel Figueiredo, um dos idealizadores do ‘Pré Caju pra praia’, a ideia ainda não é um movimento consolidado, porém ele acredita que deverá tomar grandes proporções. “Isso surgiu no ano passado por uma moradora do bairro Farolândia. O nosso objetivo não é acabar com o Pré-Caju, mas alterar o local. As pessoas que moram por ali sabem que nesse período é difícil trafegar, fica um trânsito terrível, além do barulho, causando muitos transtornos aos moradores. Sem falar que impede o direito de todo o cidadão de ir e vir e paralisa a cidade. Queremos que coloque na praia ou transfira para outro local mais apropriado”, explica.

Daniel afirma ainda que não é contra o evento, pelo contrário. Mas, para ele, a prévia carnavalesca no local de hoje acaba acarretando prejuízos. “Impede a entrada dos shoppings afetando até a economia. Sei que é uma festa muito importante para os sergipanos, só que, por conta do grande crescimento, não comporta mais tanta gente”.

Para o ano de 2013, Daniel sabe que não será possível a transferência de local, pois a realização já foi autorizada pela Prefeitura. Ele antecipa, porém, que o movimento será intensificado e vai ao Ministério Público, além de tentar conversar com o empresário Fabiano Oliveira, idealizador do evento, para modificar o local em 2014.

“Se preciso, vamos fazer um abaixo-assinado entre os moradores e através das redes sociais. Chamo a atenção e pedimos que as pessoas ingressem na causa. Não é possível que um evento particular prejudique aos mais de 40 mil moradores da Treze e outros bairros”, disse.

O F5 News tentou contato com Fabiano Oliveira, mas não obteve êxito.

Pré Caju

A maior prévia carnavalesca do Brasil é conhecida em todo o país e responsável pela divulgação turística da capital sergipana. O evento foi criado em 1992 pelo empresário e ex deputado Fabiano Oliveira, com o nome, na época, de ‘Suas Férias Com Amor’. O trio elétrico puxava os foliões da saída da Orla de Atalaia até a antiga Casa de Espetáculos Augustu’s. No próximo ano, o Pré Caju será realizado entre 17 e 20 de janeiro. A expectativa é reunir aproximadamente um milhão de pessoas.

F5 News

MPF/SE processa DER por causar poluição em praia

Obra sem autorização despejou água contaminada direto no mar 

O Ministério Público Federal (MPF) processou o Departamento de Insfraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER/SE) por ter poluído as águas de uma praia na capital sergipana, Aracaju. Ao realizar a drenagem de uma obra, o DER/SE despejou água contaminada diretamente nas praias e no mar.

Em 2010, o MPF iniciou uma investigação sobre o acúmulo de águas de chuva próximo a um condomínio provocado por uma reparo que estava sendo executado pelo DER/SE na rodovia José Sarney. Ao ser questionado pelo MPF sobre os problemas que aquele acúmulo de água poderia causar, o Departamento informou já ter realizado a drenagem do local, despejando a água na praia próxima à rodovia.

O procurador da República Rômulo Almeida, responsável pelo processo, explica que o DER não possuía qualquer licença ambiental, seja da ADEMA, seja do IBAMA, para realizar a drenagem referida, licença essa necessária por se tratar de atividade poluidora, já que seriam drenadas águas estagnadas e possivelmente contaminadas. No processo, o procurador ressalta que a resolução 237/1997 do Conama prevê que obras em rodovias e a construção de canais de drenagem estão sujeitas a licenciamento ambiental.

Em relatório feito pela Adema sobre a balneabilidade das praias no mês de maio de 2010, a pedido do MPF, ficou constatado que, após essa drenagem realizada pelo DER/SE, a praia em questão ficou com água imprópria para banho durante uma semana, com níveis de coliformes fecais até 114 vezes superiores aos considerados aceitáveis pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O MPF requer que o DER/SE seja condenado a pagar indenização pelos danos ambientais causados pela poluição do mar e das praias, cujo valor deve ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, além de ficar proibido de realizar qualquer obra de drenagem que destine águas ao mar sem que haja licença ambiental para tanto.

O número do processo é 0005431-30.2012.4.05.8500

Fonte: Ascom MPF/SE

MPE quer agilizar a realização de biópsias em Sergipe

Promotoria da Saúde moveu Ação Civil Pública em face do Estado

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou nesta quarta-feira, 25, uma Ação Civil Pública (ACP) em face da Fundação Hospitalar de Saúde e do Governo do Estado, por conta do atraso na realização de biópsias. Foi constado que existe um débito com o laboratório e por conta disso um atraso na realização dos exames.

“Houve um período em que a geladeira do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), ficou abarrotada com peças anatômicas patológicas retiradas de pacientes, por conta da não realização dos exames. O Ministério Público ajuizou hoje (25), uma Ação Civil Pública em face da Fundação e do Estado de Sergipe para que não haja descontinuidade na realização desses exames”, ressalta a promotora de saúde, Euza Missano.

De acordo com ela, um paciente com suspeita de câncer, vai fazer a cirurgia, retira e não consegue fazer a biópsia, portanto retarda e não consegue fazer o tratamento de uma patologia tão severa como é o câncer”, lamenta Euza Missano.

Por Aldaci de Souza

Portal Infonet

Dilma não descarta vetar Código Florestal

Assessorada por duas concorrentes contraditórias dentro do Planalto, presidenta estuda excluir do texto final mudanças feitas pela bancada ruralista

A presidenta Dilma Rousseff está assistindo a uma divisão de sua equipe sobre o Código Florestal,alterado pela bancada ruralista do Congresso . Entre os assistentes diretos de Dilma, há uma corrente favorável à aprovação ao texto na forma que sair do Senado, que vota nesta terça-feira (25) em plenário . Essa ala defende que não cabe ao governo debater conteúdo, uma vez que apresentou uma proposta que foi modificada. Caberia ao Planalto deixar a opinião pública contrária ao texto alterado recair sobre o Congresso – mais especificamente sobre os ruralistas. Outra corrente, contudo, é pelo veto de artigos que alteraram a proposta redigida a pedido da própria presidenta. 

No meio do fogo cruzado, porém, Dilma deve assumir o risco de entrar em choque com a bancada ruralista. Não foi à toa que ela se irritou com um suposto acordo feito entre governo e ruralistas para aprovação do Código sem sua autorização . “O veto não está descartado. Não há compromisso com o não-veto”, sinaliza o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). “A presidenta tem o direito constitucional de exercer o veto. A posição do governo é de defender o texto que ela enviou [ao Congresso]”, afirma.

A presidenta é pessoalmente contrária à mudança na metragem de reflorestamento em margens de rios – as chamadas Áreas de Preservação Permanente (APP). A MP 571 previa que propriedades médias entre 4 e 10 módulos fiscais com curso de água em sua área deveriam recompor com vegetação nativa 20 metros ao longo das margens e 30 metros para grandes propriedades.

Os ruralistas elevaram de 4 para 15 módulos o tamanho da propriedade média e reduziram a reposição de vegetação para 15 metros nesse. Os grandes proprietário deverão, conforme a mudança, manter a vegetação mínima de 20 metros.

Base vota pelo sim

Segundo o senador, a base aliada deverá aprovar amanhã o texto alterado pela Câmara. “A posição do governo é de defesa da medida provisória [texto original], mas o que foi aprovado pela comissão [mista que alterou o original] se não for votado perderá a validade [da medida]”, observa.

A orientação segue em linha com o posicionamento da comissão mista que aprovou as mudanças do Código na última quarta-feira (19).

A MP 571 foi publicada em maio e tem até 8 de outubro para ser validada no Congresso para não perder a validade. O risco de ver o prazo legal escorrer é o que deverá fazer a base segurar as críticas para passar o texto em votação no plenário do Senado.

Portal Ig

Pacientes renais crônicos podem ficar sem hemodiálise

A assessoria do Ipesaúde negou as informações

Os pacientes do Ipesaúde que fazem hemodiálise no Hospital do Rim podem ficar sem atendimento por falta de repasses há três meses. A afirmação é do presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe (Arcrese), Edjúnior Vieira da Silva. A assessoria do Ipesaúde negou que as verbas repassadas ao hospital estejam atrasadas.

De acordo com Edjúnior, há três meses o dinheiro não é repassado causando uma dívida de cerca de R$ 80 mil. “O atendimento ainda não foi paralisado, mas vai ter um momento que vai ficar sem condições para atender os pacientes”, afirma Edjúnior.

Cerca de 30 pacientes que fazem este atendimento, através do convênio do Ipes, são atendidas no Hospital do Rim. Segundo Edjúnior, a paralisação do atendimento pode ocasionar graves problemas ao paciente. Uma semana sem hemodiálise pode levar a morte do paciente. “Esperamos que este problema seja solucionado para evitar consequências mais graves, pois o paciente sem hemodiálise corre o risco de morrer, já que a máquina realiza a função do rim”, explica.

Ipesaúde

A assessoria de comunicação do Ipesaúde informou que a informação sobre o atraso no repasse das verbas não procede. Ainda foi informado que as contas estão em dia com o hospital.

Portal Infonet

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Exército decide dar proteção a Joaquim Barbosa e cria zona de conflito com Dilma Rousseff

Azedou a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Exército brasileiro. Sem que a presidente Dilma Rousseff fosse consultada, o Exército destacou os melhores e mais preparados oficiais da inteligência para dar proteção diuturna ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT (Ação Penal 470).

Ao criar o esquema que dá garantia de vida a Joaquim Barbosa, que tem ojeriza a esse tipo de situação, o Exército, que se valeu de militares cedidos à Agência Brasileira de Inteligência, acabou passando por cima da Presidência da República, do Ministério da Justiça e da cúpula da Polícia Federal, que por questões óbvias não foram consultados, mas a quem, por dever de ofício, caberia a decisão.

Outros dois ministros do Supremo, Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffolli, reconhecidamente ligados ao Partido dos Trabalhadores e a alguns dos seus mais altos dirigentes, também contam com escolta, mas da Polícia Federal. O esquema criado para o ministro-relator não se limite à proteção física, mas inclui também monitoramento constante de ambientes e do sistema telefônico utilizado pelo magistrado.

A proteção ao ministro Joaquim Barbosa foi uma decisão tomada pelo alto comando do Exército e pelo general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Esse episódio, que tem como palco a necessária proteção a Joaquim Barbosa, deve aumentar a tensão entre Dilma e os militares, que ganhou reforço extra com a criação da Comissão da Verdade, que investigará apenas os crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura, deixando de fora os protagonizados pelos terroristas que chegaram ao poder no vácuo de um discurso fácil, repetitivo e mentiroso.

Portal Ucho.Info

domingo, 23 de setembro de 2012

Clima é tenso em Lagarto, e tem policiais como seguranças dos dois grupos

O juiz eleitoral de Lagarto, Leonardo Santana, proibiu atos políticos de candidatos à Prefeitura do município, como carreatas e caminhadas, além de circular com o som do carro ligado. A coligação que desobedecer a decisão pode pagar multa de até R$ 100 mil.

A decisão do juiz se deu pelo clima de violência que se instalou na cidade, com a presença de grupos que agridem adversários ou eleitores, usando inclusive policiais como segurança, que trabalham em hora de folga. A situação já mudou a rotina da cidade e mexe com a população, que está amedrontada.

Segundo apurou o Faxaju Online, os dois grupos, liderados por filhos de políticos, estão utilizando carros locados, com placa de Belo Horizonte, para “criar um clima de terror em povoados e sede do município de Lagarto.

Segundo uma fonte bem avisada, com acesso aos dois candidatos que polarizam a campanha à Prefeitura de Lagarto, prefeito Valmir Monteiro (PSC) e Lila Fraga (PSDB), integrantes dos dois grupos utilizam óleo para cobrir as placas que identificam os veículos e em seguida passam areia: “ficam identificáveis”.

Os carros geralmente são protegidos por policiais que fazem “bico” para políticos e servem de segurança – e até de agressores – dos integrantes dos grupos que se enfrentam, a título de defender eleições limpas no município. Segundo a mesma fonte, “todos eles andam armados sem ter porte”.

Comício – O governador Marcelo Déda (PT) esteve na noite deste sábado (22) no povoado Jenipapo, em Lagarto, para comícios do prefeito Valmir Monteiro (PSC), que disputa a reeleição. Acompanhou Déda a primeira dama Eliane Aquino, e o presidente regional do PT, Rogério Carvalho.

Havia expectativa sobre o discurso de Marcelo Déda em relação à violência que ocorre em Lagarto nessa reta final de campanha e que começa a mexer com a população. Déda confirmou seu apoio ao candidato Valmir Monteiro e falou de projetos para Lagarto, mas em nenhum momento se referiu aos adversários da Valmir.

Faxaju

sábado, 22 de setembro de 2012

Justiça cassa registro de candidatos de Porto da Folha

O juiz Eleitoral Edno Aldo Ribeiro de Santana julgou procedente a representação eleitoral ajuizada pelo promotor de Justiça Solano Lúcio de Oliveira Silva e cassou os registros dos candidatos a prefeito e vice-prefeito de Porto da Folha, pela coligação “Unidos Venceremos”, José Araújo Leite Filho e João Rivaldo Lima, respectivamente.

Edno sentenciou, também, o candidato José Araújo Leite Filho a pagar multa de R$ 3.000,00 (três mil reais), por ter sido o autor da conduta de captação ilícita de sufrágio.

De acordo com a representação, o referido candidato a prefeito estava pagando as contas de água e esgoto dos moradores da Cidade de Porto da Folha em troca de votos. De acordo com o artigo 41 da Lei nº 9.504/97 , tal ato constitui captação ilícita de sufrágio, o candidato que doar, oferecer prometer ou entregar ao eleitor um bem ou vantagem de qualquer natureza, com o fim de obter-lhe o voto.

O candidato a vice-prefeito também teve seu registro cassado, já que, segundo a Sentença Judicial e de acordo com o entendimento da jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, “(...) Entendendo provada a captação ilícita de sufrágio pelo vice-prefeito, o acórdão regional, ao argumento da indivisibilidade da chapa, e uma vez que o mandato do vice é regido por uma relação jurídica de subordinação ao mandato do prefeito(... ) Ou seja, em caso de cassação da chapa majoritária não há como desvincular o titular, pois a chapa é única e indivisível.

F5 News

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Anatel multa operadora Oi em R$ 30 milhões

A Anatel aplicou nesta quinta (20) duas multas, no valor total de 30 milhões de reais, a operadora Oi. O motivo são "infrações ao regulamento do serviço de telefonia fixa e ao Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU)". De acordo com a agência, as falhas foram constatadas pelos fiscais em 2007. A Oi ainda pode recorrer da decisão. 

De acordo com informações do site Telesíntese, a primeira multa, no valor de 18,3 milhões deve-se ao fato de a operadora ter "negado o acesso aos serviços de emergência e ao atendimento gratuito da própria prestadores a usuários inadimplentes ou com créditos esgotados", em Pernambuco. A tele argumentou que as irregularidades foram provoacadas por "mudanças tecnológicas necessárias para implantação do serviço de portabilidade" - o que não foi aceito pela agência reguladora.

A segunda punição,no valor de 11,7 milhões, deve-se a "não instalação de acessos individuais e telefones públicos em localidades do Maranhão". 

Aracaju Virtual

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Com BNDES e negócios com políticos, Odebrecht ergue 'império' em Angola

Amparada por vultosos empréstimos do governo brasileiro, a Odebrecht, maior empreiteira do país, construiu em Angola um império empresarial que inclui negócios com autoridades e investimentos anuais de mais de R$ 1 bilhão.

Maior empregadora privada do país africano, com 20 mil funcionários, a companhia atua em Angola nos setores de imóveis, hidrelétricas, diamantes, supermercados, petróleo, biocombustíveis e aeroportos.

A empresa, porém, é criticada por ativistas angolanos, que a acusam de manter "relações promíscuas" com o alto escalão do governo angolano, chefiado há 33 anos pelo presidente José Eduardo dos Santos. Em agosto, Dos Santos venceu as eleições presidenciais e estenderá seu mandato até 2017.

Desde 2006, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) ofereceu US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões) em empréstimos a companhias brasileiras em Angola. Dados obtidos pela BBC Brasil com base na Lei de Acesso à Informação revelam que as linhas de crédito financiaram 65 empreendimentos, dos quais 49% foram ou são executados pela Odebrecht.

A Andrade Gutierrez, segunda empresa da lista, é responsável por menos da metade dos projetos da Odebrecht (18%), seguida por Queiroz Galvão (14%) e Camargo Corrêa (9%).

A Odebrecht conta com parte de uma nova linha de crédito do banco, de US$ 2 bilhões, para manter o ritmo de investimentos em Angola, hoje entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões anuais (de R$ 1,1 bilhão a R$ 1,2 bilhão).

Generais e vice-presidente

Num de seus investimentos prioritários em Angola, o projeto Biocom, a Odebrecht tem como sócia uma empresa controlada por autoridades angolanas.

Ao custo de cerca de US$ 400 milhões (R$ 812 milhões), o projeto - que não é financiado pelo BNDES - visa produzir açúcar, etanol e eletricidade a partir de cana de açúcar. O complexo agroindustrial, que deve ser inaugurado em 2013, será gerido em sociedade entre a Odebrecht, a petrolífera estatal Sonangol e a empresa Damer.

A Damer foi fundada em 2007, meses antes da celebração do negócio, pelo vice-presidente eleito angolano, Manuel Vicente, e pelos generais Leopoldino Fragoso do Nascimento (Dino) e Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (Kopelipa).

A Odebrecht não quis comentar o papel das autoridades na joint-venture. Em nota à BBC Brasil, a empresa diz que a Biocom "é um projeto de grande relevância para Angola e tem por objetivo diminuir a dependência de importação de açúcar, criando riqueza e empregos".

Em outro investimento, a Odebrecht associou-se a filhos do presidente angolano.

Iniciado em 2005 e com licença para operar até 2012, o consórcio Muanga foi formado para prospectar diamantes na província de Lunda-Norte em sociedade entre a Odebrecht, a estatal diamantífera Endiama, a SDM – associação entre a Odebrecht e a Endiama – e a Di Oro.

A Di Oro é uma sociedade entre Welwitschea José dos Santos, José Eduardo Paulino dos Santos – ambos filhos do presidente – e Hugo André Nobre Pêgo, genro do mandatário angolano.

"Relação especial"

Segundo o ativista Rafael Marques de Morais, criador do movimento anti-corrupção Maka Angola, a Di Oro tinha como objeto social, até a assinatura do contrato, "a alta costura, modas e confecções", além de serviços "para casamentos, coquetéis, aniversários e brindes".

A Odebrecht diz que a sociedade já foi extinta.

"Tirando as petrolíferas, a Odebrecht é a multinacional mais bem sucedida em Angola. Esse sucesso, num país extremamente corrupto, deve-se à relação especial que ela mantém com o presidente da República", diz Marques à BBC Brasil.

O ativista afirma, no entanto, que o rígido controle do Estado angolano exercido pelo presidente impede que denúncias sobre a empresa sejam investigadas. Marques acusa ainda o governo de favorecer a Odebrecht em privatizações e na concessão de contratos públicos.

O caso da rede de supermercados Nosso Super é considerado emblemático: em 2007, a Odebrecht foi contratada pelo governo para construir a rede, com unidades em todas as 18 províncias do país. Neste ano, o Nosso Super foi privatizado, e a companhia brasileira assumiu sua gestão.

Percepção

Questiona-se também a concessão à empresa de contratos que preveem amplos pacotes de empreendimentos. Um dos projetos mais abrangentes concedidos à empresa, o Vias de Luanda, consiste na construção de 32 mil quilômetros de redes de água, esgoto, energia, iluminação, drenagem e comunicação na capital angolana, além da arborização, gestão do lixo e da recuperação de avenidas, calçadas e da sinalização urbana.

Segundo especialistas em licitações, quanto mais extenso é um contrato, mais difícil controlar seus gastos e prazos. Para o jornalista Reginaldo Silva, autor do blog político Morro da Maianga, há em Angola uma "percepção generalizada" de que a Odebrecht é beneficiada pelo governo. "A ideia corrente é que a Odebrecht detém a maioria dos contratos em Angola em parte pelas relações promíscuas que mantém com autoridades e, em parte, devemos reconhecer, pela extraordinária capacidade técnica que desenvolveu."

Segundo ele, licitações para obras públicas no país são raras e, quando ocorrem, "são só para inglês ver". Já a Odebrecht diz que "todas as suas negociações com o Estado angolano pautam-se pelo cumprimento da legislação". A empresa não se pronunciou sobre a acusação de que mantém relações promíscuas com autoridades, mas diz ter como cliente "a sociedade e o Estado, não um governo específico".

"Time do presidente"

Além das relações comerciais que mantém com autoridades, a Odebrecht pertence ao restrito círculo de empresas que integram o Conselho Fiscal da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), entidade privada criada pelo presidente em 1996.

A Fesa se diz uma organização filantrópica, mas é acusada de servir a interesses privados de seu patrono. A fundação mantém um braço empresarial, a Suninvest, e administra um clube de futebol da primeira divisão do campeonato angolano, o Santos Futebol Clube (cujo nome homenageia, ao mesmo tempo, o time brasileiro e o presidente angolano).

Em Angola, o Santos é conhecido entre alguns como "a equipe do presidente", que é tido como um grande apreciador do futebol. O clube constitui outro elo entre José Eduardo dos Santos e a empresa brasileira: seus jogadores treinam diariamente no centro logístico da Odebrecht em Luanda. A empresa executa ainda as obras de expansão do centro de treinamento das categorias de base do clube. A BBC Brasil esteve em agosto na área onde funcionários da companhia estão construindo dois campos de futebol e novas instalações para o time.

A Odebrecht diz, porém, que as obras estão previstas em contrato regular de prestação de serviços. Segundo a companhia, outras equipes de futebol já treinaram nas suas instalações, que "têm papel relevante em atividades de lazer em Luanda".

Trata-se, no entanto, de espaço fechado ao público: o repórter foi barrado à porta por seguranças. A Odebrecht classifica a Fesa como "uma instituição filantrópica e apartidária", que congrega outras empresas e "pessoas representativas da comunidade angolana".

Além da companhia brasileira, o conselho fiscal da fundação é integrado por três estatais angolanas, a petrolífera Texaco, duas empreiteiras portuguesas (Mota-Engil e Teixeira Duarte), uma consultoria libanesa (Dar Al-Handasah) e uma empresa privada angolana (Sunenge).

Segundo a Odebrecht, suas operações em Angola, iniciadas há 28 anos, se pautam pela "responsabilidade social". A empresa diz promover "a transferência de tecnologia por meio da contratação e associação com empresas locais" e afirma que 93% dos seus funcionários no país são angolanos.

BBC Brasil

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Brasil não controla corrupção de suas empresas no exterior, diz ativista

Além de violar convenções internacionais contra a corrupção, o governo brasileiro se vale de manobras ilegais para conceder empréstimos a companhias brasileiras que operam fora do país, diz Cláudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil.

"Não existe qualquer mecanismo de controle para atos de corrupção de empresas brasileiras no exterior", ele afirma à BBC Brasil.

"Hoje, uma empresa brasileira vai a um país, suborna um ministro e adquire um contrato sem qualquer licitação. De posse do contrato, vai ao BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social) e consegue um financiamento para a execução desse serviço."

O Brasil é um dos 39 signatários da Convenção Anti-Propina da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), de 1997. Ao subscrever o documento, o país se comprometeu a combater propinas pagas por suas empresas no exterior. No entanto, segundo a ONG Transparency International (sem relações com a Transparência Brasil), o país não tem cumprido a convenção.

Em relatório divulgado no início do mês, o órgão avaliou a aplicação da convenção por cada um de seus signatários. Os países foram divididos em quatro categorias, conforme o grau de adoção de medidas contra propinas. O Brasil ficou na penúltima categoria, entre os países que fazem "pouca aplicação" da convenção. No topo da lista, EUA, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha integram o grupo que faz "aplicação ativa" das medidas.
Falhas

Abramo diz que o BNDES, maior financiador de empresas nacionais no exterior, deveria exigir que todos os seus empréstimos externos fossem regidos pela lei brasileira de licitações. Ele cita como exemplo os procedimentos adotados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pelo Banco Mundial em seus empréstimos – ambos condicionam os financiamentos ao cumprimento de suas próprias regras, e não à legislação dos países beneficiados.

Abramo diz ter defendido o modelo em reuniões com a direção do BNDES. O banco, no entanto, teria rejeitado a sugestão. O diretor da Transparência Brasil considera haver outras falhas nos financiamentos dos bancos públicos nacionais a empresas brasileiras no exterior.

Pelo sistema, os bancos fazem os repasses às empresas em reais, no Brasil, mas as dívidas são quitadas pelos governos dos países onde as obras são realizadas. Ou seja, por meio de uma triangulação, os financiamentos têm esses governos como partes. Para Abramo, a prática é fraudulenta, uma vez que os bancos nacionais não poderiam participar de operações com Estados estrangeiros.

"A situação é no mínimo irregular, porque esses bancos não são agências bilaterais."

O diretor da Transparência Brasil questiona ainda o conceito de "exportação de serviços", categoria em que os bancos enquadram a maioria dos repasses feitos às empresas brasileiras no exterior. "É um conceito frágil, porque quando uma empreiteira brasileira faz um serviço no exterior, contrata localmente a mão de obra e usa equipamentos fabricados em outros países."

Legalidade

Em nota à BBC Brasil, o BNDES diz que as operações realizadas pelo banco no exterior ocorrem "dentro da mais absoluta legalidade" e são amparadas pelo 9º artigo de seu estatuto. O artigo prevê que o banco contrate "operações, no Brasil ou no exterior, com entidades estrangeiras ou internacionais" e que financie "a exportação de produtos e de serviços, inclusive serviços de instalação, compreendidas as despesas realizadas no exterior, associadas à exportação".

De acordo com o banco, o objetivo dos financiamentos é incentivar a criação de postos de trabalho, renda e de divisas no Brasil. A Odebrecht emprega aproximadamente 1.400 funcionários brasileiros e 18,6 mil angolanos em suas operações em Angola. As empreiteiras brasileiras, ao contrário das chinesas, por exemplo, costumam dizer que contratam grande porcentual de mão de obra local nos países em que atuam.

O banco diz ainda que os financiamentos são liberados conforme a execução dos serviços. "Cada liberação do BNDES é obrigatoriamente precedida de dois relatórios de auditoria (um do exportador e outro do importador), comprovando a efetiva prestação do serviço e as exportações brasileiras. Ambas as auditorias são exigências contratuais do BNDES."

De acordo com o banco, as aprovações de crédito são analisadas individualmente e atendem às prioridades dos governos estrangeiros. O banco diz que os empréstimos são garantidos pelo Tesouro Nacional.

"O cuidado com que essas operações são realizadas pode ser mensurado pelo baixo índice de inadimplência, que é praticamente zero."

BBC Brasil

Por que a maioria dos municípios brasileiros não se sustenta?

Nas últimas duas décadas se consolidou no Brasil a situação de dependência dos municípios das transferências de recursos por parte do governo federal e dos Estados.

Segundo um estudo publicado no início do ano pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio), com base em dados que vão até 2010, 94% dos mais de 5 mil municípios brasileiros têm nessas transferências pelo menos 70% de suas receitas correntes, e 83% não conseguem gerar nem 20% de suas receitas.
 
Em 2010, o forte desempenho econômico e um crescimento na arrecadação pública beneficiaram os municípios com um aumento nas receitas, tanto próprias quanto de transferências. Mesmo nesse cenário, o levantamento da Firjan revela que um quinto dos municípios virou o ano no vermelho, com mais dívidas do ano anterior do que recursos em caixa.

Para os autores do estudo, essa realidade é fruto de má administração, que faz com que o maior repasse de recursos não se traduza em melhor qualidade nos serviços prestados à população. "É primordial o acompanhamento da aplicação dos recursos que estão sob a responsabilidade das prefeituras, elo mais próximo do setor público com o cidadão-contribuinte", diz o estudo.

Com a descentralização administrativa desencadeada a partir da Constituição de 1988, houve um aumento das transferências da União e dos governos estaduais aos municípios. Segundo o estudo da Firjan, porém, a contrapartida esperada, que era uma maior atuação dos governos locais, principalmente nas áreas de saúde e educação e em investimentos, não se concretizou.

"Investimentos em educação, saúde e infraestrutura urbana ficaram à margem do crescimento das receitas municipais."

Fatores

Em alguns casos, fatores como a localização geográfica, na área rural, ou o tamanho reduzido da população, tornam a autosustentação de um município inviável. "Cerca de 80% dos municípios têm população igual ou inferior a 30 mil pessoas", disse à BBC Brasil o especialista em administração e políticas públicas Francisco Vignoli, da FGV Projetos.

"Mesmo se fizerem tudo certo, não teriam como se sustentar."

No entanto, segundo o gerente de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Guilherme Mercês, há municípios pequenos que, mesmo dependentes de repasses, têm boa gestão.

A maioria, porém, independentemente de tamanho, sofre com má administração, diz Mercês, e 64% dos municípios brasileiros estão em situação fiscal considerada difícil ou crítica. No caso dos novos municípios, a dependência é ainda mais acentuada. Dos 1.480 municípios criados desde 1980, só 28 têm situação considerada excelente ou boa em relação à geração de receita própria. "Precisamos de uma discussão sobre os critérios de distribuição de recursos", disse Mercês à BBC Brasil.

Gastos com pessoal

Na maioria dos casos, a folha de pagamento consome boa parte dos recursos, e pouco sobra para investimentos. De acordo com a Firjan, somente 83 dos 5.565 municípios brasileiros geram receitas suficientes para pagar seus funcionários. O limite de 60% da receita corrente líquida para despesas com funcionalismo, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, não apenas não é respeitado por todos como, segundo a Firjan, "parece ter oferecido incentivos contrários às prefeituras que gastavam menos".

Em 10 anos, esses gastos passaram de 43,2% para 50% dos orçamentos municipais. Para investimentos, a parcela permaneceu em cerca de 10%. "Gastos com pessoal são difíceis de ser revertidos", diz Mercês. "Municípios que comprometem muito com esses gastos acabam tirando espaço de investimentos."

Em declarações na época da divulgação do estudo, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, criticou a interpretação dos dados feita pela Firjan. Segundo Ziulkoski, grande parte dos gastos dos municípios com pessoal são destinados ao magistério. Além disso, ele disse que o estudo passava a ideia errônea de que os municípios não arrecadam nada, quando na verdade, a maioria tem arrecadação baixa, por ter perfil agropecuário.

Para Mercês, é preciso que a discussão sobre essa situação de dependência e má gestão dos municípios venha à tona. "É preciso cobrar dos governantes, participar do debate", afirma. "Ou vai se cristalizar no Brasil o quadro de uma carga tributária muito elevada, de país desenvolvido, sem a contrapartida."
 
BBC Brasil

Direto do baú: O soviete da Embratel


Paulo Eduardo Gomes x ACM

Soviete da Embratel: esta matéria saiu na Veja há 25 anos atrás, quando Paulo Eduardo Gomes presidia a Associação de Funcionários da Embratel. Praticamente 100% dos funcionários da Embratel entraram em greve para que fosse anulado um contrato que permitia que a empresa Vicom explorasse comercialmente uma das linhas do satélite brasileiro Brasilsat. 

A Vicom era uma associação da Globo com o Bradesco e os funcionários ameaçaram cortar os sinais de ambas as empresas. Eles conseguiram anular o contrato que iniciaria a privatização das Teles. ACM, o Toninho Malvadeza, era Ministro das Comunicações à época, demitiu a diretoria apóas a anulação e disse que "o pau ia cantar". Na foto, ACM versus Paulo Eduardo Gomes, que comemorava a anulação e o fato de não entregar um patrimônio dos brasileiros para a Globo e o Bradesco.

Fonte: Página oficial do Facebook do candidato a vereador

Receita inicia cobrança de R$ 86 bilhões de dívidas

A Receita Federal anunciou um conjunto de ações de cobrança em três frentes a fim de arrecadar R$ 86 bilhões em débitos vencidos, acumulados por pessoas físicas e jurídicas nos últimos cinco anos. O órgão enviará a partir de hoje (17) correspondência às micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional (regime simplificado de apuração de tributos), aos inadimplentes beneficiados pelo refinanciamento de dívidas previsto na Lei 11.941/2009 e aos 317 contribuintes que devem acima de R$ 10 milhões ao Fisco.

De acordo com Carlos Roberto Occaso, secretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, os contribuintes em atraso terão 30 dias, a partir do recebimento dos avisos, para quitar os débitos. Caso contrário, perderão os benefícios dos regimes especiais nos quais estão inscritos, em se tratando do Simples e da Lei 11.941. Já o grupo de 317 grandes devedores estará sujeito a penalidade, como arrolamento de bens para garantia de pagamento da dívida, rescisão de contratos com o Poder Público e cassação de benefícios. As cartas estão sendo enviadas a partir de hoje pelos Correios.

A regularização pode ser feita acessando a página do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-Cac), que emite guia de pagamento. No caso do Simples, os devedores devem acessar a página do programa. Carlos Occaso destaca que não há necessidade de comparecer às unidades da Receita Federal para quitar as dívidas.

O Simples Nacional tem 441.149 micro e pequenas empresas inadimplentes, de um total de 4,326 milhões. No total, devem R$ 38,7 bilhões ao Fisco. Caso não quitem as dívidas em 30 dias, os empresários serão excluídos do sistema especial e, como consequência, não poderão recolher tributos federais, estaduais e municipais em um pagamento único a partir de 1° de janeiro de 2013.

As 100.424 pessoas físicas e jurídicas optantes pela Lei 11.941/2009, que devem R$ 5,3 bilhões à Receita, perderão a oportunidade de pagar os débitos com abatimento de até 90% da multa e até 40% dos juros. Caso ignorem o aviso da Receita, terão o passivo total cobrado, sem benefícios, a partir do ano que vem.

No caso dos grandes devedores, as 15 pessoas físicas e as 302 pessoas jurídicas que não regularizarem o débito serão procuradas por um delegado da Receita Federal, que informará sobre as medidas coercitivas, como arrolamento de bens e rescisão de contratos com órgãos públicos. A Receita informou que o maior débito de pessoa física é R$ 43 milhões e a dívida mais elevada de pessoa jurídica é superior a R$ 1 bilhão. No total, o grupo de contribuintes deve R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

O secretário Carlos Occaso negou que as ações de cobrança tenham relação com a necessidade do governo de reforçar o caixa por causa da crise internacional e a concessão de desonerações fiscais para incentivo à economia. "Essas ações não têm nenhuma vinculação com crise ou queda de arrecadação. Fazem parte do processo de melhoramento das ações da Receita Federal."

Receita Federal, Portal Infonet, Agência Brasil

Candidatos são condenados por propaganda irregular

Atendendo a pareceres da Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe (PRE/SE), o Tribunal Regional Eleitoral condenou quatro candidatos e uma coligação por propaganda eleitoral irregular. Três deles são candidatos a prefeito – Gilson dos Anjos Silva, de Barra dos Coqueiros; Elayne Oliveira de Araújo, de Malhador; e, Ana Helena Andrade Costa, de Arauá –, além do candidato a vereador também por Arauá, Vaguiner Santos Silva, e a coligação “Arauá não pode parar”.

Ficou comprovado que o candidato a prefeito em Barra dos Coqueiros fez propaganda em outdoor, o que é proibido por resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Neste caso, o TRE/SE aplicou a multa de R$ 5.320,50.

Já a candidata Elayne Oliveira de Araújo, conhecida como Elayne de Dedé, foi proibida de utilizar minitrio em sua campanha sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Em uma diligência realizada por ordem da Justiça Eleitoral, a fim de combater propaganda irregular no Estado, o Ministério Público Eleitoral flagrou um minitrio em frente à casa da candidata tocando o jingle da campanha dela. O TRE/SE fixou entendimento de que é proibida a utilização de minitrios para propaganda eleitoral.

Em Arauá, Vaguiner Santos Silva, candidato a vereador, Ana Helena Andrade Costa, candidata a prefeita, e a coligação “Arauá não pode parar” foram multados em R$ 2 mil por pintar um muro com uma propaganda de mais de 4m², limite máximo permitido pela legislação eleitoral.

Assessoria de Comunicação da PR/SE

Justiça proíbe carreatas e passeatas políticas em Simão Dias

A juíza de Direito da Comarca de Simão Dias e da 22ª Zona Eleitoral,  Maria Angélica Almeida Leite, deferiu os pedidos liminares contidos na Ação Civil Pública e na Representação Eleitoral ajuizadas pelo promotor de Justiça  Ricardo Sobral Sousa, em face de coligações partidárias, para que não realizem passeatas e carreatas no município em questão.

De acordo com o agente ministerial, tais tipos de manifestação política oferece risco à comunidade simãodiense. Além disso, o município não tem estrutura para suportar esses eventos, já que as ruas são estreitas e isso ocasiona infrações penais, a exemplo dos crimes contra vida (lesão corporal, honra, liberdade individual), contra o patrimônio (dano) e de trânsito.

Destacou, ainda, que durante a realização das carreatas e passeatas há muita algazarra por parte dos participantes aliados às coligações, gerando tumulto e confrontos entre adversários políticos e prejudicando a ordem pública e paz social.

Ante o exposto, a Magistrada concedeu as liminares e embargou toda e qualquer carreta (cortejo com a utilização de qualquer veículo motorizado ou não) e passeatas (cortejo de pessoas com ponto de partida e chegada previamente definidos). E, frisou, que não está proibida a realização de “corpo-a-corpo”, comícios, panfletagem e demais manifestações populares de propaganda eleitoral, de acordo com a legislação em vigor.
 
Coordenadoria de Comunicação - MP/SE

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MP recomenda FHS a criar gestão de leitos em hospitais


Cássia Santana

Com o objetivo de resguardar os interesses dos cidadãos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério Público Estadual recomenda que a Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS) determine a criação de Coordenadorias ou Centrais de Gestão de Leitos e Vagas em todos os hospitais públicos de Sergipe.

Na recomendação, encaminhada nesta segunda-feira, 17, à FHS, o Ministério Público concede prazo de 30 dias para cumprimento. Pela recomendação, a FHS terá que compor equipe ou coordenador responsável pela manutenção e alimentação dos serviços em todas as unidades, formalizando a busca ativa constante e compartilhamento das informações com os demais hospital da rede e com o Complexo Regulatório já existente no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde [a Central de Internamento para acesso a leitos hospitalares].

O Ministério Público também recomenda que a FHS providencie a formação de protocolo específico para garantir o funcionamento das Coordenadorias de Gestão de Leitos e Vagas. “Garantindo procedimentos uníssonos, regras e controle de acesso ao paciente aos serviços, realizando a busca ativa da vaga de acordo com a criticidade através de regulação específica e transporte inter-hospitalar, na forma assegurada pela Portaria Ministerial, tombada sob o número 2048/92, e Resolução do Conselho Federal de Medicina número 1529/98”, destaca a promotora de justiça Euza Missano, da Promotoria dos Direitos à Saúde, na recomendação.

O Portal Infonet tentou ouvir a Secretaria de Estado da Saúde sobre a questão. A assessoria informou que a secretaria se manifestaria em nota, mas até o momento em que a matéria foi postada, a assessoria não encaminhou a nota. O Portal Infonet permanece à disposição da SES para os esclarecimentos necessários, que poderão ser encaminhado por e-mail jornalismo@infonet.com.br

Portal Infonet


MP ajuizará ação contra Prefeitura de Aracaju


Cássia Santana

A deficiência na prestação de serviços para cirurgias pediátricas levou o Ministério Público a ajuizar ação judicial contra a Prefeitura de Aracaju, na tentativa de obrigar o município a adotar mecanismos para garantir a realização de cirurgias em bebês e atendimento a neonatos em segundo e terceiro tempos cirúrgicos. A decisão pelo ajuizamento da ação foi adotada na manhã desta segunda-feira, 17, pela promotora de justiça Euza Missano, da Promotoria dos Direitos à Saúde, durante audiência pública realizada para debater os problemas inerentes às cirurgias pediátricas.

Apesar de convocada, a Prefeitura de Aracaju não compareceu à audiência pública. Compareceram à audiência, representantes do Hospital Santa Isabel, do Hospital Universitário, da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, dos cirurgiões pediátricos e do Hospital São José. Na audiência, ficou constatado que a deficiência na oferta de serviços inerentes à cirurgia pediátrica vem se alastrando desde o mês de janeiro deste ano sem que a Prefeitura apresente alternativa para solucionar.

A promotora constatou que em Aracaju não há unidades que realizem cirurgias eletivas em bebês de até quatro meses de vida e há apenas duas unidades [Hospital Universitário e o São José] que realizam cirurgias eletivas em crianças. Lamentando a ausência de representante da Secretaria Municipal de Saúde, a promotora Euza Missano informou que o município foi notificado a comparecer à audiência no dia 11 deste mês.

Depois que ouviu os relatos de todos os participantes da audiência pública, a promotora encerrou a audiência considerando os autos conclusos para ajuizamento da ação civil pública.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) localizou a notificação da audiência pública e entrou em contato com a redação do Portal Infonet. A assessoria de comunicação da SMS informou que a quantidade de documentação que chega a secretaria é grande e este documento foi extraviado para outro setor, o que impossibilitou a presença de representantes na audiência. A secretária Stella Maris vai justificar a ausência ao MPE e solicitar a promotora uma nova audiência para tratar do assunto das cirurgias pediatras.

Portal Infonet

Justiça bloqueia contas do Município de Ilha das Flores


O Poder Judiciário Sergipano atendendo aos pedidos do Ministério Público de Sergipe, determinou o bloqueio de 60% (sessenta por cento) de todas as receitas do Município de Ilha das Flores, percentual incidente sobre o montante integral da receita mensal, bloqueio este a ser efetivado nas importâncias creditadas nas conta correntes da Prefeitura Municipal de Ilha das Flores no BANESE, Banco do Brasil e demais instituições financeiras nas quais o ente público tenha dividendos.

Tais medidas foram requeridas pelo MP em Ação Civil Pública ajuizada por intermédio do Promotor de Justiça Substituto Dr. Bruno Melo Moura e são necessárias à cobertura dos proventos / vencimentos dos servidores públicos daquele Município, até o final do julgamento da ACP.

Consta dos autos da Ação que a maior parte dos servidores públicos em questão vem percebendo os vencimentos referentes ao ano de 2012, com atrasos que chegam até quatro meses e que, mesmo depois de várias tentativas extrajudiciais, feitas pelo MP a fim de resolver as pendências, o débito não fora adimplido.

O Promotor informou, também, que vinha recebendo apelos constantes dos servidores que, em razão da ausência de pagamento dos seus salários, vêm sofrendo com a falta de dinheiro até para sua subsistência, não dispondo de recursos para a compra de alimentos, medicamentos e demais despesas essenciais para a manutenção básica dos seus lares.

Além disso, tal fato contribui, ainda, para a deficiência da produção do comércio local, já que boa parte do dinheiro que circula na aludida localidade é oriunda dos salários dos servidores públicos, sem contar, ainda, as repercussões sociais e políticas por conta da conduta omissiva estatal.

O Juiz de Direito Dr. Geilton Costa Cardoso da Silva requisitou, também, informações sobre os valores das receitas do Município de Ilha das Flores nos Bancos acima citados e autorizou notificação aos Secretários de Administração e de Finanças do Município para que, no prazo de setenta e duas horas, apresentem a folha de pagamento dos funcionários concursados com a apresentação dos respectivos títulos de nomeação e exercício, além de demonstrativo de atraso salarial.

Fonte: MPE/SE

MP Sergipe ajuiza ação contra a Capacitar


Dando prosseguimento ao trabalho de controle e fiscalização de ONG´s na capital sergipana, a Promotoria do Terceiro Setor deflagrou Ação Civil Pública de dissolução contra a Organização e Administração de Eventos, Educação e Capacitação – CAPACITAR, entidade objeto de investigação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos públicos.

O Ministério Público de Sergipe, representado pelos Promotores de Justiça Dra. Ana Paula Machado Costa Meneses e Edyleno Italo Santos Sodré, instaurou inicialmente procedimento administrativo contra a referida entidade, oportunidade em que constatou seu não funcionamento fático, bem como sua provável utilização como fachada para negócios escusos, celebrados com o Governo Federal, conforme Relatórios da CGU.

Segundo os Promotores de Justiça existem duas restrições expressas à liberdade do direito associativo: a primeira diz respeito a associação para fins ilícitos; a segunda refere-se a associações de caráter paramilitar, residindo nestas vedações a motivação que autoriza a dissolução por via judicial.

Ainda de acordo com a Promotoria, as associações não poderão servir a fins ilícitos ou comungar com práticas contrárias ou nocivas à ordem pública ou social, à moral e aos bons costumes para a consecução de seus fins, razão pela qual configura-se odiosa a utilização de entidades associativas para atuar como instrumento criminoso para o desvio de verbas públicas.

Consta do Relatório de Ação de Controle nº 232761 da CGU referência ao Convênio MTE/SPPE/CODEFAT nº 93/08 com a Capacitar – Organização e Administração de Eventos, Educação e Capacitação, no valor de R$ 2.026.350,00 (Dois milhões, vinte e seis mil trezentos e cinquenta reais) e as irregularidades detectadas na sua execução.

Por outro lado, de acordo com as declarações do Presidente prestadas em audiência na sede do Ministério Público, a entidade não funciona atualmente, nunca teve associados, estando seus órgãos administrativos abandonados há mais de dois anos; subsistem apenas dois cargos investidos da Capacitar – Diretor-Presidente e Presidente do Conselho Fiscal, ocupados, respectivamente, pelo declarante e pelo Sr. José Luiz Rodrigues.

A demanda judicial parte da premissa de que incumbe à Promotoria Especializada do Terceiro Setor velar pela manutenção de entidades não governamentais éticas e compromissadas com o cumprimento de seus objetivos sociais, valendo-se de instrumentos jurídicos de expurgo para eliminar entidades temerárias e de utilização ardilosa, que se inserem no contexto de cooperação social tão somente para se locupletar das vantagens dispensadas à categoria.

Ministério Público de Sergipe

PGR impetra mandado de segurança contra a presidente Dilma Rousseff

O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, protocolou mandado de segurança contra a presidente da República Dilma Rousseff no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi proposta na sexta-feira (14/09) em razão da presidente não ter incluído na proposta orçamentária para o exercício de 2013 os valores referentes aos gastos de pessoal do Ministério Público da União.

O projeto de lei orçamentária anual (PLOA) do Poder Executivo encaminhado ao Congresso Nacional desconsiderou verbas previstas na proposta orçamentária encaminhada pela Procuradoria Geral da República (PGR). O mandado de segurança foi proposto porque os servidores do Ministério Público da União estão sem qualquer reajuste ou reposição inflacionária há mais de 7 anos, período em que a inflação medida pelo IPCA ultrapassa 40%, enquanto outros setores do funcionalismo público obtiveram aumentos no período e parte deles aceitou proposta de pouco mais de 5% de reajuste para 2013. Tais aumentos fizeram com que hoje servidores com cargos análogos no Executivo e no Legislativo tenham salários que chegam a ser o dobro do recebido por seus pares do MPU.

O mandado de segurança de Gurgel se justifica diante das dificuldades que o Ministério Público da União tem sofrido para manter seus recursos humanos: com os salários congelados, muitos servidores deixaram os  quadros do MPU e o órgão tem encontrado dificuldades para preencher as vagas existentes.

O mandado de segurança se fundamenta nos preceitos constitucionais que garantem ao MPU autonomia financeira e orçamentária, não podendo haver cortes indevidos pelo Executivo, que deveria apenas consolidar a proposta orçamentária da PGR e enviar para o Congresso Nacional, cabendo aos parlamentares, e não à presidente, alterá-la se entenderem necessário ou conveniente, sempre levando em conta a harmonia entre os poderes da República.

Ministério Público Federal em Sergipe

O ICMS não tem salvação


Maílson da Nóbrega

O irracional sistema tributário brasileiro, enorme fonte de ineficiências, tem no ICMS seu componente mais confuso e relevante (21% do total). Só no Brasil um imposto tão importante está nas mãos de governos subnacionais, sem mecanismos que o harmonizem nacionalmente.

Na União Europeia há um tributo semelhante (o Imposto sobre o Valor Agregado — IVA) arrecadado por seus 27 membros, o mesmo número de estados do Brasil. Lá, diferentemente do que ocorre aqui, não existe autonomia para alterar as regras básicas e as alíquotas do IVA. Há razoável harmonização.

Brasil foi um dos pioneiros na adoção do método do valor agregado (1965), pelo qual se tributa, em cada etapa da produção e da comercialização, apenas o valor que nela se adiciona. Antes de a França inventar o método, nos anos 1950, tributava-se o valor bruto a cada vez. O imposto incidia sobre ele mesmo (cascata). As empresas buscavam produzir o máximo nelas próprias para fugir da cascata, gerando ineficiências. Hoje, mais de 130 países adotam o método, o que atesta sua qualidade.

Por razões históricas, o Brasil fracionou a tributação do consumo em três impostos, sendo dois sobre o valor agregado — o IPI federal e o ICM estadual (depois ICMS) — e um em cascata, o ISS municipal. Até 1988, havia certa harmonização no ICM, mas demandas de autonomia estadual lançariam as bases do caos que viria a imperar no ICMS. A Constituição atribuiu aos estados o poder de alterar suas regras e alíquotas. Depois, a substituição tributária (arrecadação do ICMS na origem), imaginada para casos limitadíssimos, se espalhou por uma gama incrível de bens. O ICMS virou bagunça.

O cipoal de normal é incompreensível. Em agosto, segundo a Folha de S. Paulo (27/8/2012), as regras do ICMS mudaram em média vinte vezes por dia em todo o país. A substituição tributária desarruma o Simples Nacional, criado para salvar as pequenas e médias empresas do manicômio tributário. Os incentivos do ICMS às importações (a "guerra dos portos") foram extintos, mas Alagoas os reinventou. As empresas que importarem por lá poderão pagar o ICMS com precatórios (obrigações estaduais vencidas e negociadas com forte desconto).

O caos diminuiria se a legislação do ICMS fosse unificada, a arrecadação ocorresse no destino da mercadoria e se proibisse a guerra fiscal. A experiência mostra, todavia, que (1) é muito difícil aprovar essas mudanças e (2) os estados burlam as regras, seguros da ausência de sanções por ilegalidades. A situação tende, pois, a se agravar. A ideia do governo de uniformizar em 4% a alíquota interestadual inibiria a guerra fiscal, mas manteria o manicômio.

A solução radical é substituir os tributos sobre o consumo por um IVA nacional, arrecadado pela União e distribuído automaticamente entre três esferas de governo. Seria ainda mais difícil, mas constituiria um passo definitivo contra a bagunça. Existem duas objeções à ideia: (1) estados e municípios ficariam à mercê da União, que comandaria politicamente a distribuição dos recursos; (2) a medida centralizadora, atentaria contra a autonomia estadual e o federalismo, este forjado em crises e revoluções. Quanto à primeira, a União arrecada tributos partilháveis com governos subnacionais há cerca de sessenta anos. Nunca se apropriou indevidamente dos recursos. Quanto à segunda, federações de origens históricas mais fortes que a brasileira adotam o IVA partilhado com governos subnacionais.

É o caso da Alemanha. Os antigos principados, depois estados, passaram a centralizar a tributação depois da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Independentes do papa e do imperador, os príncipes gozavam de autonomia em seus territórios. Em 1871, a unificação dos principados deu origem à federação. Apesar do histórico de autonomia estadual. a Alemanha adotou o IVA em 1968, com regras que beneficiam as regiões menos  desenvolvidas. A rica experiência alemã é o tema do artigo de Wolfgang Renzsch "German federalism in historical perspective: federalism as a substitute for a national State"" (Publius Journal of Federalism. Oxford. 1989).

O ICMS não tem salvação. Complexo, burro e mutante, ele atrasa o país. O IVA nacional é a saída.

Revista Veja